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terça-feira, 28 de junho de 2011
Falam que nossas vidas não valem grande coisa,
Elas passam em um momento como murcham as rosas.
Falam que o tempo que desliza é um bastardo
Que de nossas tristezas ele faz um casaco.
No entanto alguém me disse, que você ainda me amava,
Alguém que me disse que você ainda me amava
Será isto possível então?
Falam me que o destino se diverte conosco
Que não nos dá nada e que nos promete tudo
Que a felicidade está dentro do alcance,
Então você estende a mão e se descobre louco
No entanto alguém me disse...
Mas quem me disse que você sempre me amava?
Eu não recordo mais, era tarde da noite,
Eu ouço ainda a voz, mas eu não vejo o rosto
"Ele ama você, isso é segredo, não lhe diga que eu disse a você"
Você vê alguém dizendo a mim...
Que você ainda me amava, você disse isso realmente...
Que você ainda me amava,
Seria isto possível então?
Falam que nossas vidas não valem grande coisa,
Elas passam em um momento, como murcham as rosas
Falam que o tempo é um bastardo
Que nossas tristezas são aparência
No entanto alguém me disse...
sábado, 25 de junho de 2011
Tola, louca
E vou te seguindo, tentando captar teus pensamentos, como se todos fossem, a mim, dirigidos. Ouço tua voz, só eu estou a teu lado, o abraço, talvez não toque o meu corpo, mas sei que abraças a mim.
Tola, louca esta mulher que te beija e se deixa beijar imaginando que seja o seu amor, somente dela.
Edemora da Luz
sábado, 18 de junho de 2011
Desisto
Desisti de mim, não quero mais sonhar contigo junto a mim, desisti de te querer de qualquer jeito, de te querer com ou sem teu cheiro, com teu cabelo grisalho, com teu corpo junto ao meu. Chega de esperar teu abraço, o teu beijo que não sai da minha boca.
Quero esquecer de mim te lembrando, quero caminhar sozinha, não quero te esperar em uma rua qualquer, quero lembrar que preciso deixar de te amar.
Edemora da Luz
sexta-feira, 17 de junho de 2011
Eu adoro voar
Já escondi um AMOR com medo de perdê-lo, já perdi um AMOR por escondê-lo.
Já segurei nas mãos de alguém por medo, já tive tanto medo, ao ponto de nem sentir minhas mãos.
Já expulsei pessoas que amava de minha vida, já me arrependi por isso.
Já passei noites chorando até pegar no sono, já fui dormir tão feliz, ao ponto de nem conseguir fechar os olhos.
Já acreditei em amores perfeitos, já descobri que eles não existem.
Já amei pessoas que me decepcionaram, já decepcionei pessoas que me amaram.
Já passei horas na frente do espelho tentando descobrir quem sou, já tive tanta certeza de mim, ao ponto de querer sumir.
Já menti e me arrependi depois, já falei a verdade e também me arrependi.
Já fingi não dar importância às pessoas que amava, para mais tarde chorar quieta em meu canto.
Já sorri chorando lágrimas de tristeza, já chorei de tanto rir.
Já acreditei em pessoas que não valiam a pena, já deixei de acreditar nas que realmente valiam.
Já tive crises de riso quando não podia.
Já quebrei pratos, copos e vasos, de raiva.
Já senti muita falta de alguém, mas nunca lhe disse.
Já gritei quando deveria calar, já calei quando deveria gritar.
Muitas vezes deixei de falar o que penso para agradar uns, outras vezes falei o que não pensava para magoar outros.
Já fingi ser o que não sou para agradar uns, já fingi ser o que não sou para desagradar outros.
Já contei piadas e mais piadas sem graça, apenas para ver um amigo feliz.
Já inventei histórias com final feliz para dar esperança a quem precisava.
Já sonhei demais, ao ponto de confundir com a realidade... Já tive medo do escuro, hoje no escuro "me acho, me agacho, fico ali".
Já cai inúmeras vezes achando que não iria me reerguer, já me reergui inúmeras vezes achando que não cairia mais.
Já liguei para quem não queria apenas para não ligar para quem realmente queria.
Já corri atrás de um carro, por ele levar embora, quem eu amava.
Já chamei pela mamãe no meio da noite fugindo de um pesadelo. Mas ela não apareceu e foi um pesadelo maior ainda.
Já chamei pessoas próximas de "amigo" e descobri que não eram... Algumas pessoas nunca precisei chamar de nada e sempre foram e serão especiais para mim.
Não me dêem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre.
Não me mostre o que esperam de mim, porque vou seguir meu coração!
Não me façam ser o que não sou, não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente!
Não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão.
Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra SEMPRE!
Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes.
Tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.
Você pode até me empurrar de um penhasco q eu vou dizer:
- E daí? EU ADORO VOAR!
Clarice Lispector
Já segurei nas mãos de alguém por medo, já tive tanto medo, ao ponto de nem sentir minhas mãos.
Já expulsei pessoas que amava de minha vida, já me arrependi por isso.
Já passei noites chorando até pegar no sono, já fui dormir tão feliz, ao ponto de nem conseguir fechar os olhos.
Já acreditei em amores perfeitos, já descobri que eles não existem.
Já amei pessoas que me decepcionaram, já decepcionei pessoas que me amaram.
Já passei horas na frente do espelho tentando descobrir quem sou, já tive tanta certeza de mim, ao ponto de querer sumir.
Já menti e me arrependi depois, já falei a verdade e também me arrependi.
Já fingi não dar importância às pessoas que amava, para mais tarde chorar quieta em meu canto.
Já sorri chorando lágrimas de tristeza, já chorei de tanto rir.
Já acreditei em pessoas que não valiam a pena, já deixei de acreditar nas que realmente valiam.
Já tive crises de riso quando não podia.
Já quebrei pratos, copos e vasos, de raiva.
Já senti muita falta de alguém, mas nunca lhe disse.
Já gritei quando deveria calar, já calei quando deveria gritar.
Muitas vezes deixei de falar o que penso para agradar uns, outras vezes falei o que não pensava para magoar outros.
Já fingi ser o que não sou para agradar uns, já fingi ser o que não sou para desagradar outros.
Já contei piadas e mais piadas sem graça, apenas para ver um amigo feliz.
Já inventei histórias com final feliz para dar esperança a quem precisava.
Já sonhei demais, ao ponto de confundir com a realidade... Já tive medo do escuro, hoje no escuro "me acho, me agacho, fico ali".
Já cai inúmeras vezes achando que não iria me reerguer, já me reergui inúmeras vezes achando que não cairia mais.
Já liguei para quem não queria apenas para não ligar para quem realmente queria.
Já corri atrás de um carro, por ele levar embora, quem eu amava.
Já chamei pela mamãe no meio da noite fugindo de um pesadelo. Mas ela não apareceu e foi um pesadelo maior ainda.
Já chamei pessoas próximas de "amigo" e descobri que não eram... Algumas pessoas nunca precisei chamar de nada e sempre foram e serão especiais para mim.
Não me dêem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre.
Não me mostre o que esperam de mim, porque vou seguir meu coração!
Não me façam ser o que não sou, não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente!
Não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão.
Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra SEMPRE!
Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes.
Tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.
Você pode até me empurrar de um penhasco q eu vou dizer:
- E daí? EU ADORO VOAR!
Clarice Lispector
quarta-feira, 15 de junho de 2011
Telefone
Pensei que encontraria um rapaz todo tatuado, cheio de manhas e trejeitos, com cheiro de pedra, se é que usuário tem jeito e cheiro de usuário, mas o que vi me surpreendeu. Ele era de estatura pequena, magro, mas mostrava nos olhos, uma dor calada, quase magoada da perda de um grande amor. Um amor que nascera quando era bem mais jovem, um amor que fora intenso cheio de cores, daqueles que amanhece e anoitece com a gente. Um amor que a gente espera horas por um telefone que toque, sem importar-se com o caminho, mas apenas com o final, ouvir a voz.
Inúmeras vezes esperei o telefone tocar, e quando tocava o coração pulava, saltava do peito e se não fosse o amor esperado eu dizia, não é para mim, com a voz partida, cheia de dor.
Mas quando eu ouvia a sua voz, eu tremia, como se ele estivesse vendo-me. Diga- se de passagem que o telefone era daqueles pretos, pendurado na parede.Ah, se aquele telefone falasse...! Ele diria o quanto amei, o quanto eu daria tudo por um beijo ao vivo.
Bastava aquele telefonema, no início, mas o tempo foi passando e o nosso amor aumentando, não mais seria possível só ouvir a voz, a gente queria se abraçar, se cheirar, se beijar.
Toca telefone, toca!
Inúmeras vezes esperei o telefone tocar, e quando tocava o coração pulava, saltava do peito e se não fosse o amor esperado eu dizia, não é para mim, com a voz partida, cheia de dor.
Mas quando eu ouvia a sua voz, eu tremia, como se ele estivesse vendo-me. Diga- se de passagem que o telefone era daqueles pretos, pendurado na parede.Ah, se aquele telefone falasse...! Ele diria o quanto amei, o quanto eu daria tudo por um beijo ao vivo.
Bastava aquele telefonema, no início, mas o tempo foi passando e o nosso amor aumentando, não mais seria possível só ouvir a voz, a gente queria se abraçar, se cheirar, se beijar.
Toca telefone, toca!
domingo, 12 de junho de 2011
Al Pacino - Scent of a Woman
Sabe aquele sonho de dançar um tango, bem dançado, com aquele vestido e sapato, com tudo o que tem direito?
É um sonho antigo, tenho que reálizá-lo.
Sonhe
Sonhe com aquilo que você quiser.
Vá para onde você queira ir.
Seja o que você quer ser, porque você possui apenas uma vida e nela só temos uma chance de fazer aquilo que queremos.
Tenha felicidade bastante para fazê-la doce.
Dificuldades para fazê-la forte.
Tristeza para fazê-la humana. E esperança suficiente para fazê-la feliz.
As pessoas mais felizes não têm as melhores coisas. Elas sabem fazer o melhor das oportunidades que aparecem em seus caminhos.
A felicidade aparece para aqueles que choram. Para aqueles que se machucam. Para aqueles que buscam e tentam sempre.
E para aqueles que reconhecem a importância das pessoas que passam por suas vidas.
O futuro mais brilhante é baseado num passado intensamente vivido.
Você só terá sucesso na vida quando perdoar os erros e as decepções do passado.
A vida é curta, mas as emoções que podemos deixar, duram uma eternidade.
A vida não é de se brincar porque em pleno dia se morre.
Clarice Lispector
quarta-feira, 8 de junho de 2011
terça-feira, 7 de junho de 2011
sexta-feira, 3 de junho de 2011
quinta-feira, 2 de junho de 2011
Saudade
Saudade é solidão acompanhada,
é quando o amor ainda não foi embora,
mas o amado já...
Saudade é amar um passado que ainda não passou,
é recusar um presente que nos machuca,
é não ver o futuro que nos convida...
Saudade é sentir que existe o que não existe mais...
Saudade é o inferno dos que perderam,
é a dor dos que ficaram para trás,
é o gosto de morte na boca dos que continuam...
Só uma pessoa no mundo deseja sentir saudade:
aquela que nunca amou.
E esse é o maior dos sofrimentos:
não ter por quem sentir saudades,
passar pela vida e não viver.
O maior dos sofrimentos é nunca ter sofrido.
Pablo Neruda
é quando o amor ainda não foi embora,
mas o amado já...
Saudade é amar um passado que ainda não passou,
é recusar um presente que nos machuca,
é não ver o futuro que nos convida...
Saudade é sentir que existe o que não existe mais...
Saudade é o inferno dos que perderam,
é a dor dos que ficaram para trás,
é o gosto de morte na boca dos que continuam...
Só uma pessoa no mundo deseja sentir saudade:
aquela que nunca amou.
E esse é o maior dos sofrimentos:
não ter por quem sentir saudades,
passar pela vida e não viver.
O maior dos sofrimentos é nunca ter sofrido.
Pablo Neruda
terça-feira, 31 de maio de 2011
segunda-feira, 30 de maio de 2011
Não sei se a vida é curta ou longa para nós, mas sei que nada do que vivemos tem sentido, se não tocarmos o coração das pessoas.
Muitas vezes basta ser: colo que acolhe, braço que envolve, palavra que conforta, silencio que respeita, alegria que contagia, lágrima que corre, olhar que acaricia, desejo que sacia, amor que promove.
E isso não é coisa de outro mundo, é o que dá sentido à vida. É o que faz com que ela não seja nem curta, nem longa demais, mas que seja intensa, verdadeira, pura enquanto durar. Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina.
Cora Coralina
Muitas vezes basta ser: colo que acolhe, braço que envolve, palavra que conforta, silencio que respeita, alegria que contagia, lágrima que corre, olhar que acaricia, desejo que sacia, amor que promove.
E isso não é coisa de outro mundo, é o que dá sentido à vida. É o que faz com que ela não seja nem curta, nem longa demais, mas que seja intensa, verdadeira, pura enquanto durar. Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina.
Cora Coralina
domingo, 29 de maio de 2011
Pela primeira vez
Tenho uma proposta. Que tal, "fazer de conta" que nunca nos encontramos, nunca nos vimos, nem fomos apresentados, muito menos, nos falamos ou, olhamos um para o outro?
Voltemos no tempo para buscar aquele instante mágico em que nos cruzamos e, cristalizá-lo como um vitral de alguma catedral. Que fique na memória do passado a nossa história de amor.
Assim, poderemos fazê-la primeira e única, novamente.
Marquemos encontro num ponto qualquer:- um "coffee shop", uma rua íngreme de Porto Alegre, uma pousada em Gramado. Pode ser ao acaso e pode ser proposital. Tanto faz, desde que nos vejamos.
Entreguemos, pois, ao destino a artimanha desse (re) encontro.
Faremos tudo antes como se nada houvesse acontecido depois.
Nessa nova e inédita história não haverá silêncios constrangedores, palavras inadequadas, gestos desvairados, ternura demasiada, cobranças exageradas.
Aquela porta fechada com força e com raiva não mais se repetirá. O adeus lacerante e doloroso, sem maiores explicações, ficará sepultado no plano do "nunca mais", naquela gaveta cerrada do esquecimento.
Aliás, repetições ficam, desde já, permanentemente proibidas.
Seremos, estritos e extremamente, coerentes com o sentimento que, por certo, transbordará de nós, sem remorsos, culpas, reticências. Principalmente, as reticências desaparecerão.
Saberemos, com clareza, reconhecer o valor da simplicidade dos gestos e dos silêncios.
A cumplicidade irrestrita e plena será a tônica desse relacionamento. Melhor dizendo, dessa paixão. Porque seremos apaixonados um pelo outro como nunca dantes se ouviu falar.
Um início, partindo da estaca zero, tabula rasa.
O fato inegável de estarmos, ainda, vivos (pelo menos, aparentemente), nos permite a chance de realizar o que, intensamente, está implícito em nossas peles e almas.
Falando em intensidade, é ela o fator que desencadeará essa estréia. A intensidade nos afetos, assim como na vida, é o que assegura e justifica a minha proposta.
Dispensável é crer em ti ou em mim. Trata-se de acreditar no que foi intenso e autêntico em meio a tantos descaminhos, pelos quais nos perdemos de nós. Nunca do sentimento.
A duração, o tempo medido, não importa. O que foi vivido está arrolado como testemunha no processo da existência pela intensidade do que foi sentido. Os momentos são únicos e exclusivos quando são lembrados pela força das marcas que deixaram.
E então? Onde e quando nos encontraremos pela primeira vez?
Maria Alice Estrella (Nasceu em Porto Alegre)
Voltemos no tempo para buscar aquele instante mágico em que nos cruzamos e, cristalizá-lo como um vitral de alguma catedral. Que fique na memória do passado a nossa história de amor.
Assim, poderemos fazê-la primeira e única, novamente.
Marquemos encontro num ponto qualquer:- um "coffee shop", uma rua íngreme de Porto Alegre, uma pousada em Gramado. Pode ser ao acaso e pode ser proposital. Tanto faz, desde que nos vejamos.
Entreguemos, pois, ao destino a artimanha desse (re) encontro.
Faremos tudo antes como se nada houvesse acontecido depois.
Nessa nova e inédita história não haverá silêncios constrangedores, palavras inadequadas, gestos desvairados, ternura demasiada, cobranças exageradas.
Aquela porta fechada com força e com raiva não mais se repetirá. O adeus lacerante e doloroso, sem maiores explicações, ficará sepultado no plano do "nunca mais", naquela gaveta cerrada do esquecimento.
Aliás, repetições ficam, desde já, permanentemente proibidas.
Seremos, estritos e extremamente, coerentes com o sentimento que, por certo, transbordará de nós, sem remorsos, culpas, reticências. Principalmente, as reticências desaparecerão.
Saberemos, com clareza, reconhecer o valor da simplicidade dos gestos e dos silêncios.
A cumplicidade irrestrita e plena será a tônica desse relacionamento. Melhor dizendo, dessa paixão. Porque seremos apaixonados um pelo outro como nunca dantes se ouviu falar.
Um início, partindo da estaca zero, tabula rasa.
O fato inegável de estarmos, ainda, vivos (pelo menos, aparentemente), nos permite a chance de realizar o que, intensamente, está implícito em nossas peles e almas.
Falando em intensidade, é ela o fator que desencadeará essa estréia. A intensidade nos afetos, assim como na vida, é o que assegura e justifica a minha proposta.
Dispensável é crer em ti ou em mim. Trata-se de acreditar no que foi intenso e autêntico em meio a tantos descaminhos, pelos quais nos perdemos de nós. Nunca do sentimento.
A duração, o tempo medido, não importa. O que foi vivido está arrolado como testemunha no processo da existência pela intensidade do que foi sentido. Os momentos são únicos e exclusivos quando são lembrados pela força das marcas que deixaram.
E então? Onde e quando nos encontraremos pela primeira vez?
Maria Alice Estrella (Nasceu em Porto Alegre)
sábado, 28 de maio de 2011
sexta-feira, 27 de maio de 2011
Mal de Alzheimer
Ele a trouxe com tanto carinho ao consultório. Seu amor tão delicado, gentil após sessenta anos de casamento, era de uma grandeza tal, que tudo à volta ficou tão pequeno que nem percebido foi.
Após uma discussão com sua filha, ela resolvera esquecer a sua personalidade e até o homem que amava tanto. Esquecera de seus filhos para sobreviver à dor maior de ter sido ofendida por um deles. Sua memória fora perdida e reencontrada na sua infância onde seria mais fácil sobreviver à perda de si mesma, onde seria a criança que também sofrera até agressões por parte de sua mãe, que quebrara o seu nariz com um tapa, mas que em escala de grandeza perdera para a dor, tão doída, da ofensa.
Ele, com seus 87 anos, ignorava a ausência da amada, relatando que ela não esquecera um dia sequer de seu almoço. Falei-lhe que teria que ser forte para conseguir ver sua amada afastando-se, entregue a cenas quase infantis, fugas pelo portão da rua, amontoando roupas pela casa. Ele, calado, triste, dizia querer achar a cura para ela, iria para uma cidade maior, onde houvesse uma esperança. Manteria a esperança de ser amado, até o fim, pela mulher que ele tanto amava.
Após uma discussão com sua filha, ela resolvera esquecer a sua personalidade e até o homem que amava tanto. Esquecera de seus filhos para sobreviver à dor maior de ter sido ofendida por um deles. Sua memória fora perdida e reencontrada na sua infância onde seria mais fácil sobreviver à perda de si mesma, onde seria a criança que também sofrera até agressões por parte de sua mãe, que quebrara o seu nariz com um tapa, mas que em escala de grandeza perdera para a dor, tão doída, da ofensa.
Ele, com seus 87 anos, ignorava a ausência da amada, relatando que ela não esquecera um dia sequer de seu almoço. Falei-lhe que teria que ser forte para conseguir ver sua amada afastando-se, entregue a cenas quase infantis, fugas pelo portão da rua, amontoando roupas pela casa. Ele, calado, triste, dizia querer achar a cura para ela, iria para uma cidade maior, onde houvesse uma esperança. Manteria a esperança de ser amado, até o fim, pela mulher que ele tanto amava.
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