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segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Fora de mim


"É a pior morte, a do amor. Porque a morte de uma pessoa é o fim estabilizado, é o retorno para o nada, uma definição que ninguém questiona. A morte de um amor, ao contrário, é viva. O rompimento mantém todos respirando: eu, você, a dor, a saudade, a mágoa, o desprezo – tudo segue. E ao mesmo tempo não existe mais o que existia antes. É uma morte experimental: um ensaio para você saber o que significa a morte, mesmo estando vivo, já que quando morrermos de fato, não saberemos.”


Martha Medeiros

Um comentário:

Odessa Valadares disse...

Adoro Martha. Adoro. Tanto em prosa, quanto em verso.