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quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Vou mudar aquela "folhinha” grudada na geladeira, o ano está acabando. Faço planos, faço uma lista de mil propósitos como se o ano fosse o responsável pelas mudanças. Desejo mais paz, saúde para quem amo, para a humanidade, para mim. Mas vejo que a mudança tem que acontecer em mim. Sou a responsável, a única responsável pelas minhas mudanças. Somos responsáveis únicos por nossas vidas e não o trocar de folhinha, nem os fogos que pintam o céu, a meia noite. O que permanece, aqui está porque assim o permito, o que virá eu permitirei. Isto me assusta, me deixa mais livre, e este livre arbítrio é maravilhoso. Esta liberdade teve um preço, muitas vezes muito alto, mas valeu. Vou caminhar pelas ruas que preferir, vou dobrar as esquinas que eu quiser, vou ouvir músicas e as pessoas que eu escolher, vou ver a minha praia, vou dormir quando tiver sono, comer quando tiver fome. Vou seguir este biorritmo, o meu relógio. Vou me achar mais e me amar mais. Pelo jeito já estou em 2011 e estou feliz comigo.

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